13 de julho de 2012

Entrevista mamães de 2012


Um super bom dia a todos os meus leitores, esse é um post mais do que especial, a tão aguardada entrevista com as mamães de Outubro saiu!

Ao longo destes 5 meses de gestação, conheci diversas mulheres nas mais diversas situações: mães solteiras, casadas, mães de primeira viagem, e outras com seus pimpolhos mais velhos aguardando a chegada do novo bebê... Entre tantas vivências posso dizer que fiz muitas amizades, inimizades também, mas não podemos agradar a todas... Pensando nisso, resolvi reunir todas as histórias de vida que tive contato e numa matéria (que chique né, matéria rsrs) homenageio todas as mamães e desejo muita saúde e união pra essas famílias que estão se formando.

A primeira lembrança, que sempre me vêem à cabeça quando penso que estou grávida é: “Qual foi seu primeiro pensamento quando viu o resultado "positivo" no exame?
E qual foi sua primeira reação?”

Mariana, 24, estudante diz: “Eu precisei de 3 positivos pra me dar conta de que era realmente uma gravidez! Meu primeiro pensamento foi: "Minha mãe vai me matar", porque depois de 3 positivos não tinha jeito, tinha alguém a caminho”

Acredito que esse medo seja normal para meninas que como eu, não possuem um relacionamento estável. No meu caso, pensei primeiro na minha mãe, depois no meu pai, achei que fosse morrer ali mesmo, pensei até em aborto, assumo, mas graças a Deus minha moral já abominou essa idéia em 6 segundos (5 segundos é muito clichê)

Ádyla Kelly Soares de Souza, 22 anos, estagiaria de engenharia civil, fez coro com a Mariana ao dizer: “Pensei na hora: agora fud**, meu pai vai me odiar... E a primeira reação foi chorar, chorar e chorar”

(Adyla Kelly)

 
O oposto acontece com as mulheres casadas ou em um relacionamento estável, Bruna Bueno, 24 anos, Auxiliar de Suporte conta: “Eu sempre quis engravidar, nos alarmes falsos anteriores, havia um misto de decepção e alivio quando eu via o negativo. Era um misto de sentimentos, sabe. Mas sempre tive medo de ser infértil, acho que era excesso de fertilidade da minha cabeça de vento...”

(Bruna Bueno)
Eliane Costa, 26 anos, dona de casa, teve a melhor reação possível, pois estava tentando há muito tempo: “Foi como ver um sonho se realizando!”


(Eliane Costa)


A seguir, a preocupação maior é “Como vou contar às pessoas, quem merece saber primeiro? E no meu emprego, como fica?
Grasyele Hobold Herdt, 32 anos, auxiliar de faturamento, nos relata seu tão sonhado e romântico momento: “Primeiro contei pro marido. Convidei ele pra comer uma pizza, chegando lá eu disse que tinha que falar algo muito sério. Mas antes de tudo, queria dar um presente pra ele. Dei um embrulho com um bico e o resultado do exame, ele encheu os olhos de lágrima e perguntou se era de certeza. Depois contamos para os pais”

Daniela Santos Nunes 23 anos, Geóloga, já tem uma filha, e estavam planejando o segundo filho, portanto a notícia foi muito bem recebida por todos os familiares, contou primeiro ao maridão, que se emocionou muito, e a filha mais nova está adorando a idéia de aguardar um novo companheirinho.

(Daniela Nunes)
Daniela Martins Meneguetti Souza 28 anos Assistente Comercial também têm outros dois filhos, mas ao contrário da filhota da Dany Nunes, “o mais novo voltou a ser um bebê, Dorme no berço, fala meio infantilizado, o mais velho odeia falar de bebê, fica me lembrando que já está na hora de operar”.

Acredito que esse comportamento em algumas crianças, seja completamente normal, já que nessa fase, as atenções da gestante estão voltadas um pouco mais para o bebê sendo gerado, e isso causa ciúmes nos mais velhos. Dá pra compensar esse déficit de atenção, um jantar juntos, brincar, e tentar fazer os irmãozinhos interagirem e ajudarem com o novo integrante da família.

Ainda sobre a notícia bombástica, a mesma leveza não acontece com todas as mamães, de início. No meu caso, contei primeiro no meu emprego, depois para o pai do meu filho, Henrique, ficou muito feliz, acho que ainda não tinha idéia da carga que seria criar um filho,  e, aliás, acho que a ficha pra nós dois não caiu até hoje! Deixei por último os meus pais, pois estava com medo. A princípio, a idéia chocou, mas hoje são dois babões pelo pequeno Victor.
Gabriela, 19 anos, Vendedora de granitos, apesar de ser casada, diz: “Eu achei que todos iam falar muito mal de mim, e me tratar mal também... Mas ao contrário recebi apoio de todos, e os que assustaram muito e até falaram um pouco no começam hoje ficam babando”

(Gabriela)
Um bebê é sempre uma bênção, acredito que depois do choque inicial todos babam rsrs, o medo também deve ser comum, pois pude observar isso até nas casadas.
Kezia, 24 anos, professora, exagera: “Espero que não façam cara feia quando eu falar que estou com dor, me tratem normalmente, mas que me mimem de vez em quando. Quero que compreendam o meu momento e entendam o porquê da minha alegria, sem criticar. Não gosto que fiquem contando histórias tenebrosas e detesto quando tentam me pôr medo”


(Kezia)

 
Vanessa, 18 anos, Auxiliar Comercial, está grávida de gêmeos, e brinca: “Espero muita atenção, que me tragam tudo na mão, porque tenho muita preguiça, e que me tratem super bem porque estou gravida”

Poxa, Vane, gravidez não é doença! Rsrsrs mas eu entendo, a preguiça e as dores nas costas no seu caso devem sem extremamente cansativos.

O medo também alcança os parâmetros de saúde, Nayara, 17 anos diz: Olha, eu espero ser bem tratada, mas estou com medo das enfermeiras, médicos, porque vou ganhar pelo SUS” Hoje em dia, as redes do SUS estão bem preparadas para atender a grande demanda de partos e com ótima infraestrutura. Por vezes até melhor que hospitais particulares.

As mamães solteiras fazem coro quando o quesito é respeito, Camila, 28, Analista Acadêmica diz: “Como sou mãe solteira, espero que as pessoas me respeitem. Acho que não é pedir demais. Se não deu certo o relacionamento não deu, a vida segue e a gente tem o direito de ser feliz da maneira que a gente escolhe. Mania IDIOTA que as pessoas têm de achar que se engravidamos somos obrigados a nos afundar num relacionamento fracasso.”

Outro tópico importante é como as mudanças corporais afetam a “sanidade mental” das gravidinhas...

Lidiane Corte,26 anos,vendedora interna, compartilha da opinião da maioria: “Confesso que desconfortável na maioria das vezes, pesada, as roupas ficar explodindo...

(Lidiane Corte)

Vanessa Gonçalves dos Santos, 25 anos, vendedora, lembra: “Por enquanto to bem fisicamente, legging e a minha melhor amiga, só engordei 2 quilos mais o meu quadril já cresceu bastante então calca jeans não me pertence mais!”

(Vanessa Gonçalves)


Isso é muito desconfortável, perder roupas, e ter que usar coisas que não usávamos antes, como blusinhas mais largas... Gabriele Vieira, 20 anos, Secretária, diz: “Me sinto péssima, meu corpo esta se esticando para todos os lados, saindo estrias e celulites, sei que no final valerá à pena, mais não é fácil lidar com essas transformações diárias, evito me olhar no espelho e muitas vezes evito ficar sem roupa com a luz acesa na frente do meu marido, acho normal ter essas reações... ou pelo menos espero que seja. “

(Gabriele Vieira)

O que mais me assusta é o dia “P”, ou dia do Parto, melhor dizendo! Fernanda Sanches, 28 anos, Comissária de Vôo (essa tá feliz da vida, muitos meses de licença devido a sua profissão) se diverte: “Espero que no dia do parto tenham piedade de uma grávida super medrosa!”

E o pai?

Quanto às mamães casadas, não vi diferença, mas o buraco afunda mais quando o caso é de “produção independente”

Camila Soyer nos conta sobre sua atua situação: “Hoje não tem relação nenhuma. Nem de bom dia, boa tarde, boa noite. Nem nada. Não chegamos a discutir pensão ainda, mas quando nos falávamos, estávamos acertados de boca, mas acho que o certo é procurar a justiça pra que ela tome o caminho disso, ainda mais porque ele tem outra filha e sou da seguinte opinião de direitos iguais pra todos.”

Nem tudo está perdido meninas, Daniela Martins Meneguetti Souza 28 anos Assistente Comercial nos dá a luz no fim do túnel: “Tenho dois filhos de um relacionamento difícil da minha adolescência, quando nos separamos ele nunca me ajudou, quando fui me casar com meu marido atual ele exigiu que eu procurasse um advogado para regularizar a pensão e as visitas, eu consegui um advogado do estado e assim fiz, ele simplesmente alegou não ter condições, e o Juiz determinou R$ 200,00 por mês (Tudo Isso), ele pega os filhos dele de 15 em 15 dias passa o fina de semana e me devolve... Hoje meu esposo é muito mais pai que ele, e somos felizes.”
Para finalizar com chave de ouro, Michele Deise Smolski, 30 anos, representante de vendas, nos define o que é ser mãe:
“É abdicar de uma casa limpa, não ter tempo para ficar sem fazer nada, adquirir um medo de perda imenso, deixar de ter nojo de coco e vômito, ficar louca de vontade de comer o último pedaço e doá-lo sem que nada disso seja um sacrifício... É preferir apanhar a ver alguém destratando o serzinho... Adorar o um cheiro mesmo que seja de suor, chorar, chorar, chorar seja com a vacina dada naquele corpinho tão pequeno, seja na apresentação do dia das mães da escola ou mesmo quando você briga e acha que pegou pesado... Ser mãe é não sentir saudades  dos luxos, da farra, dos amores do passado, sem dúvida é amar incondicionalmente e pra sempre alguém...”

Créditos desta entrevista para todas as mamães que perderam uns minutos do seu tempo respondendo, e um abraço especial para a jornalista Cristina Guariba, que me ajudou na edição desta "matéria" hihihi Beijao!

8 comentários:

  1. Lud, simplesmente FANTÁSTICO!

    AMEI a descrição da Mids ( e agora eu sei quem é ela no meu face, que vergonha HAuhuhaua ) sobre a definição de mãe!

    Você foi super sensível em tudo o que disse...DEMAIS!

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  2. Agradeço a voces, afinal o post é uma compilação da alma de todas que entrevistei! Obrigada meninas, vcs arrasam!

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  3. Cadê meus créditosssss???? Assim não vale....kkkk :( cris.

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  4. Adorei Lud me emocionei também com as historias...Parabéns pra nós rrsr

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  5. Ficou ótimo Lud!!!
    Adorei todas as entrevistas!!
    É muito bom sabermos as opiniões diversificadas de cada mamãe, dos pensamentos de cada uma....
    Parabéns!!
    Beijos

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  6. Ja tinha amado agora então ............

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  7. Nossa Lud,
    Reli essa matéria hj com os nossos filhos com 6 meses e me arrepiei tanto.
    Como as coisas mudam né?
    Olha a Camila, sem dar bom dia, boa tarde e hj está com o pai da Bella.
    O medo do parto ficou pra trás...
    Todas nós babando nossos filhotes lindos.
    Adoro o seu blog e vc sabe disso né?

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    1. Verdade, as coisas sempre mudam Grasy! Li de novo e relembrei, como era bom os meus tempos livres no bbc!

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