31 de julho de 2012

Idéias mudam


Como uma boa mãe moderna, a internet é uma grande aliada da minha vida, é aqui que tiro dúvidas, me divirto, me distraio, trabalho... Eu encontrei nesse mundo virtual muitas inspirações, descartei muitas dúvidas, fiz amigos, resolvi problemas e achei novas soluções.

Mas, ultimamente, eu tenho sentindo que também tem um lado negro da força. Vou explicar: às vezes, os blogs fazem a gente se sentir mal. Não basta a gente se bater todo dia achando que é uma péssima mãe, que só faz as coisas erradas, a internet também pode fazer isso por você.

Você teve um parto normal maravilhoso dos seus sonhos? Outras milhões de brasileiras não. Você é casada e vive um conto de fadas em que seu príncipe pinta o quartinho do bebê com tinta da cor dos seus olhos? Eu não.

Não me entendam mal. A recalcada sou eu. Cada um tem o direito de escrever sobre o que quer e como quer, e acho super válido incentivar coisas boas e positivas.

A pressão vem dos outros, do mundo, dos parentes (principalmente), nossa e agora até da internet?

Tudo isso me fez pensar sobre o blog e o que eu escrevo aqui. E me deu um desânimozinho. Será que eu faço outras mães se sentirem mal? Talvez sim. E os meus leitores? Será que se cansam, se enraivecem com algo que eu escrevi?

E é exatamente por isso, que quer queria esclarecer: estou aqui, ainda tentando não me afogar nesse mar que é a maternidade e nas tristezas que são a vida de uma mãe solteira.

Eu faço o que eu posso para dar o melhor começo de vida que o Victor poderia ter. Erro muito? Sim, e todo dia me é jogado na cara uma escolha que eu fiz, como se fosse definitivo. As coisas não são do jeito que eu queria que fossem... Eu engravidei, nao casei porque não queria passar por dificuldades financeiras, mas quero dizer a todos que as coisas se ajeitam, e podar minha felicidade, que já é escassa, é maldade.

A verdade é que não existe o modelo de família perfeita, antigamente a família era matrimonializada e patriarcal, com predomínio do homem, chefe da família. Colocada estava a supremacia do homem na relação conjugal. Na antiga família, os laços de sangue eram mais importantes e o interesse econômico prevalecia sobre os vínculos do amor. A realidade das famílias modernas esboçou uma revolução em sua organização, enfraqueceu o autoritarismo do pai ao tempo que a mãe deixou o fogão para concorrer com os homens no mercado de trabalho.

Com isso vieram as mães solteiras, os pais solteiros, os casais que criam filhos separados, e os que só vão se juntar quando estiverem em condições. Existem as crianças criadas pelos avós, pela creche...
Não sei se existe fórmula certa, acho que existem caminhos e cada um escolhe o que quer seguir, o que eu espero é saber quando eu estou fazendo a coisa errada, não quero ficar cega para receber uma outra opinião ou ver uma nova solução.

Acho que é isso, minha gente, só um desabafinho. Voltarei outra hora com os velhos posts engraçados "pra inglês ver".

Fonte: http://www.juonline.com.br/index.php/opiniao/25.06.2009/aspectos-da-familia-moderna/1f34




2 comentários:

  1. Lud, todos nó temos momentos de muitas decepções. Não importa a maneira que vivemos ou tentamos viver. Eu por exemplo estou ao lado do pai do meu filho e a gente se ama, mas muitas vezes me sinto sozinha quando tenho que resolver coisas em relação a nossa vida, ao bb e até mesmo coisas que ele deveria fazer e não faz. Não é porque vc é mãe solteira que não tem capacidades, muito pelo contrário. Quantas mães criam seus filhios sem a presença dos pais e eles as dão muito orgulho??
    Eu mesma me separei do pai da minha primeira filha quando ela tinha apenas 2 anos e consegui chegar até aqui, passando por muitos obstaculos mas sem deixar nada faltar e olha, não posso contar muito com o pai dela. A vida é isso aí... um dia estamos maravilhosamente bem e outros só deus pra nos dar força. Mas não desitimos. Bjos e fique bem!!

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  2. Olá...estava "fuçando" seu blog e me deparei com esse post...bem, você disse tudo o que sinto quando leio alguns blogs, mas acho agora então que deve ser normal essa "recalquice" (kkk...nova palavra adicionada) nossa...como diz o ditado, a grama do vizinho por vezes nos parece mais verde que a nossa...
    Bom, eu sofro julgamentos por outra razão, também não menos complicada, a de ter 5 filhotes! Mesmo tendo o pai comigo, sermos casados e termos um relacionamento (me perdoe, eu sei que essa declaração parecerá provocação, mas não é , rsrsr)invejado de tanto grude (não é à toa que fizemos 5 kkkkk), a sociedade não se cansa de ditar perâmetros "aceitáveis" de modelo familiar...um pai, uma mãe e no máximo 2 filhos...um comercial de margarina (ainda bem que os comerciais de carros de 7 lugares estão vindo aí...rs)! às vezes lendo blogs de mamães felizes por sua primeira gravidez, a família mesmo tendo tomado aquele susto no começo, agora dando toda a atenção e mimos, fico com uma certa "invejinha branca" tb...porque claro, na minha 3ª gestação já não era novidade pra ninguém (apesar d ser gemelar...) e me sentia mais uma barriga qualquer, não era aquela "sensação" toda na família e na vizinhança...a não ser onde não me conheciam...rsrs...
    Ler certas coisas é frustante mesmo, mas hoje, me esforço pra ver o lado bom da minha vida também e superar as coisas que não foram tãooo boas assim...
    Consolo: acredito que não somos as únicas que se sentem assim...rsrs...o que falta é a coragem pra assumir! rs Sei quanto a internet pode mudar o nosso humor num dia! rs Assim como os vizinhos, a família...com a diferença que não podemos mostrar aquela cara feia e nem dar aquela resposta bem dada, porque não é por mal, nem pra nós especificamente...e vamos vivendo de altos e baixos!
    Adorei seu desabafo, me fez sentir "normal"! rs

    Bjs

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