8 de fevereiro de 2013

Nutrição: Apresentação

Por Claudia Luques.


Olá, leitoras e leitores do Blog “As aventuras do Victor”!


Antes de mais nada, gostaria de me apresentar: meu nome é Cláudia Beneton Luques e tenho 24 anos. Sou formada em Nutrição pela Universidade Católica de Santos (UNISANTOS), fiz especialização em Obesidade, emagrecimento e saúde, e estou em vias de finalizar meu Mestrado ainda este mês pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFEST), com planos de continuar exercendo a atividade acadêmica através do Doutorado.

Em uma conversa despretensiosa com a Ludmila Sales, fui convidada a escrever uma coluna semanal sobre Nutrição no Blog “As aventuras do Victor”, proposta esta prontamente aceita, já que acho importantíssimo transmitir o conhecimento sobre o assunto ao máximo de pessoas possíveis. E hoje, para começar esta jornada, falaremos sobre a alimentação das gestantes.

Muitas pessoas não fazem ideia da importância da alimentação das futuras mamães durante o processo gestativo.  Não é a simples questão de se alimentar de uma forma saudável que pesa. Agora, estamos falando sobre dois indivíduos em um único ser, sendo este o único e exclusivo responsável pela alimentação de ambos. E esse parceiro intra uterino não é qualquer um, mas sim a coisa mais preciosa para uma mãe: o filho.

A questão é ainda mais delicada do que empiricamente se pensa. Não é apenas a máxima de que "fumar e beber durante a gravidez faz mal ao feto" que prevalece. A alimentação da mãe, durante a gravidez, terá um impacto direto na formação e desenvolvimento do filho.

De acordo com a comunidade ciêntifica este acontecimento chama-se programação metabólica. De forma mais simplificada, é um acontecimento que ocorre durante a gestação que “programa” o organismo do bebê. Com isso, podemos pensar que a relação entre problemas de saúde no filho, seja na infância ou até na vida adulta podem ser causados pelas condições nutricionais da mãe (Lucas, 1998; Baker, 1998). São alterações importantes que ocorrem nos genes do bebê, se refletindo em seu corpo (Gluckman, Hanson, 2004).

Desta forma, a alimentação da mãe deve ser balanceada em nutrientes, vitaminas e minerais, para que sua saúde e nutrição seja mantida e consequentemente a do filho. Além dos cuidados com a alimentação materna, a alimentação do bebê também deve ser balanceada. 

A amamentação também participa na prevenção desta “programação metabólica” do bebê, ou seja, na prevenção de doenças, porém deixarei este assunto para as próximas publicações!

Bom... espero que tenha ficado bem claro da responsabilidade que as futuras mamães terão durante esses meses que carregam seus anjinhos. Lembrem-se das dicas aqui aludidas, e sempre contem comigo para o sanamento de dúvidas. Não se esqueçam que o profissional nutricionista é aquele capacitado para orientar e informar sobre a alimentação.

Por essa semana é só. Até a semana que vem.

Um forte abraço,

Cláudia Beneton Luques
CRN: 29478

4 comentários:

  1. Adorei o post muito bom.. Doutora Claudia arrasou no seu 1º informativo do blog..Ameiii

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  2. AMEI! estou ansiosa para a próxima!!!

    bjs

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  3. A-D-O-R-E-I!!!
    Quando puder, escreva sobre dieta apropriada para quem amamenta. Acho que muitas gostariam de perder mais alguns qulinhos (inclusive eu).

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  4. Haha, ótima a idéia de vcs... Cláudia parabéns pela coluna e sucesso profissional. Tudo de bom...
    Bjus

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