15 de fevereiro de 2013

Nutrição: Comer por dois?

Por Claudia Luques.

Venho hoje fazer nossa segunda publicação sobre Nutrição! E para seguir a ordem cronológica, falarei um pouquinho sobre mitos e verdades sobre alimentação das mamães.

Tenho certeza que todas vocês já ouviram falar que toda gestante “pode comer por dois”. Devemos acreditar nisso ou não?

O fato é que a mulher modifica seu metabolismo para poder gerar o bebê, porém, isto não significa que ela deve manter a ingestão de alimentos, ou seja, nutrientes, vitaminas e minerais nas mesmas quantidades, mas também isso não deve ser o dobro como muitas pessoas acreditam (DRI, 2002).

Há riscos para a saúde da mãe e do bebê quando o ganho de peso é acima do esperado. Alterações fisiológicas podem ocorrer como a diabete gestacional, dificuldades no parto, riscos para o filho após o nascimento, o chamado bebê gigante (macrossomia), obesidade infantil, problemas na formação do tubo neural e alteração no índice de Apgar, sendo ele o índice que é avaliado no recém nascido nos primeiros minutos de vida (PICCIANO 1997).

O oposto também se aplica, a gestante quando ganha peso insuficiente pode apresentar problemas no crescimento do feto, assim como riscos de mortalidade do bebê durante a gestação, após o nascimento e na infância (PICCIANO 1997).

As necessidades de energia variam conforme a idade da mãe, nível de atividade física e período de gestação. Conforme a semana de gestação, a mãe pode ganhar um limite mínimo e máximo de peso (OMS, 2007). Porém, uma informação muito importante é que a gestação NÃO deve ser um período para emagrecimento, pois a quantidade de nutrientes ingeridos pode não atingir as necessidades da mãe e do filho. Tão importante quanto o peso durante a gestação é o peso antes dela. O ideal seria que a ingestão alimentar fosse adequada antes mesmo da gravidez, para que assim, a mãe não inicie a gestação com um peso abaixo ou acima do esperado.

Outra informação é sobre a suplementação de ácido fólico neste período. Esta suplementação é necessária para a prevenção de deformidades no tubo neural do bebê. Este suplemento e fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), gratuitamente, assim como o sulfato ferroso, importantíssimo para prevenir a anemia na gestação. Caso haja dúvidas consulte seu médico para maiores informações.

(alimentos ricos em ácido fólico, também entram nessa lista, 
o fígado, laranja, ovos e todas as verduras verde-escuro)

Foi um imenso prazer publicar no blog mais esta semana. Espero que tenha ficado claro o quanto é importante suprir as necessidades nutricionais da mãe, porém são necessidades individuais que devem ser acompanhadas e orientadas por um profissional nutricionista.

Para a semana que vem conversaremos um pouco sobre amamentação!

Uma ótima semana a todos! Até a semana que vem.

Um forte abraço,

Cláudia Beneton Luques (CRN 29478)

2 comentários:

  1. Matéria super interessante!
    Durante minha gravidez, engordei apenas 7 kg. Consegui essa proeza me empanturrando de frutas quando sentia aquela fome. No almoço, comia arroz, feijão, legumes, um pepino grande de salada e de sobremesa, uma manga graaande também!

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    1. Excelente! Eu voltei da gravidez melhor do que estava antes, acredita? Só assim pra eu me alimentar melhor!

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