11 de abril de 2013

Bebês e animais domésticos


Pode isso, Arnaldo?

Esse é o Bob, meu cachorro:



E esse é Victor, meu filho:



Os dois estão separados por um andar, pois raramente vou até a churrasqueira, que fica no andar superior da minha casa, e é lá que o Bob fica.

Mas quando o Bob sai pra passear, ele passa pela sala de casa, e o Vic arregala dois olhões que parecem um pires! 

Nunca deixei o Vic tocar nele sem ele estar limpo, de banho recente tomado, não porque eu tenha medo, é que acredito que imunidade de bebê é mais baixa, e como o Vic leva tudo à boca, prefiro não facilitar.

Além disso, meu cachorro já provou na nossa frente que é um exímio caçador, já perdi as contas de quantos ratos ele trouxe da rua, e até em casa uma vez ele achou um. (Vide facebook rsrsr). E ele tem o estranho hábito de rolar na carniça, quando ele sai sozinho pra passear, volta fedendo, molhado de água salgada e cheio de areia de praia, já posso imaginar o que ele apronta na rua.

Mas decidi dar uma pesquisada, pois essa semana vi um vídeo de crianças com os cachorros.

Faz mal, ou não?

Do ponto de vista do perigo:


É importante preparar o cão para ser tocado por uma criança. Não só as crianças precisam ser orientadas pelos pais sobre como tocar um cão, como também os cães precisam ser preparados para conviver com as mesmas. Crianças têm reações inesperadas, puxam os pelos dos cães, seguram no rabo do cachorro, abraçam, mechem de maneira “entusiasmada”, gritam e se movimentam de forma inesperada, e para um animal que não é acostumado, tais atitudes podem deflagrar uma reação agressiva por parte do peludo. Portanto, é fundamental que o cão seja preparado para isto.
Ensinar o cão a não pegar coisas do chão e a devolver aquilo que pegou indevidamente, será útil no convívio com o novo membro. Normalmente, com crianças em casa, brinquedos acabam espalhados por toda ela.  Sociabilizar o cão com crianças, levando-o a parques, escolas, e demais ambientes onde haja os movimentos e sons típicos de crianças animadas. Infelizmente, muitas pessoas só buscam ajuda de um profissional quando o problema já está instalado, a situação já está crítica e as pessoas com pouca ou nenhuma paciência.

O cão e o Bebê
Quando o cão estiver perto do bebê, é importante recompensá-lo pelo comportamento calmo. Bem como, quando o animal for acariciado por uma criança. Desta forma, incentiva-se o comportamento desejado e aumentam-se as chances do cão apresentar o mesmo comportamento mais vezes.

Do ponto de vista da saúde:

O pediatra e membro da diretoria de defesa profissional da Sociedade Paranaense de Pediatria Luiz Ernesto Pujol relata que o bebê, ao manter contato com o bicho, produz mais anticorpos. “O que acontece é uma sensibilização. As crianças são expostas naturalmente a uma série de agentes agressivos e vão, aos poucos, criando resistência, como se fosse uma espécie de ‘vacina’ natural.”
O menino Pedro Hen­­ri­­que Massochetto de Lima, de 5 anos, é um exemplo de que os resultados da pesquisa podem mesmo ser uma justificativa para manter os cães dentro de casa. Desde que estava na barriga da mãe, cachorros e gatos já faziam parte da família, e, quando ele nasceu, os pais não evitaram que se relacionasse frequentemente com os animais. “Nunca tivemos problemas em manter bichos perto do Pedro. Desde bebê, ele sempre teve uma imunidade espetacular e, até hoje, dificilmente fica resfriado”, afirma Ricardo Braga de Lima, pai do garoto.
Felinos
Paralelamente, os cientistas analisaram o efeito do convívio dos participantes com gatos, e as conclusões mostraram que a convivência com felinos também aumenta a proteção de infecções respiratórias, porém de maneira menos eficiente do que com cães. A resposta para isso os autores desconhecem, mas eles lembram que trabalhos anteriores já haviam mostrado que a relação com os bichanos pode proteger bebês e crianças mais velhas contra a falta de ar.
Para Lima, poder permitir liberdade entre o filho e o bicho de estimação sempre foi algo satisfatório. “O Pedro já nasceu abraçado a cachorro e a gato. Quando era bebê, ele pegava a gatinha que tínhamos e saía pela casa. Até hoje eu deixo que ele faça tudo, brincar, pegar no colo, beijar, e acho ótimo que ele tenha essa ligação. Desde que ele saiba, claro, respeitar os limites do animal.”

Portanto, acho que se o seu animal não for um explorador, como o meu, e estiver limpo, e tudo mais, não deve ter perigo, deixar que a criança mantenha contato

Fonte: 


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