15 de maio de 2013

Insegurança gravitacional


"Pessoar"

Sempre que eu acho que o Vic faz ou tem alguma coisa inédita pra postar a vocês, o google me prova que já foi previsto pela medicina, e tem até um nome técnico.

Pois bem, tenho notado que o Vic não deixa mais a gente segurar ele pelas axilas, e mover pra cima (como na imagem abaixo):

(desculpem, mas não tinha nenhuma, 
peguei essa no google, desconheço a autoria)

Basta eu começar o movimento pra levantar ele dessa forma, ele já se agarra nos meus braços, começa a tremer, faz uma cara de pânico, e se não abraço logo, começa um choro de dar dó, desesperado!

Eu como boa gente que sou, fui pesquisar se é normal um bebê ter medo de altura, pois achei que fosse isso, e olhem o que encontrei (muito interessante, vale a pena ler)

Crianças que não percebem gravidade da forma usual geralmente têm muito medo de movimento, altura e/ou mudança de posição da cabeça. Este tipo de problema é frequentemente chamado de “insegurança gravitacional”. 

A maioria de nós pode imaginar se sentir ameaçado por estar à beira de um precipício ou se sentir desorientado ao ser movido no espaço tão rapidamente que não sabemos imediatamente o que é para baixo ou para cima. Para alguns indivíduos entretanto, a menor mudança na posição ou altura cria um sentimento extremo de desorientação, medo e ansiedade. É muito difícil para quem não tem essa reação imaginar o que deve ser experimentá-las. Se você não pode confiar em seu corpo para se mover pelo espaço, é difícil confiar em alguém ou alguma coisa. É interessante observar que existe um fator muito forte de se sentir em controle do movimento nestas sensações de insegurança gravitacional. É frequente ver tais crianças subindo em mesas ou se colocando em situações de perigo real; entretanto, o sistema nervoso delas naquele momento não registra alarme porque a criança está se sentindo em controle da situação. Basta porém que aconteça um movimento inesperado para que essa criança entre em pânico.

Como é tão difícil entender esse problema, frequentemente pode parecer que alguém que tem insegurança gravitacional tem um problema de comportamento ou psicológico. Embora seja certamente fácil imaginar como se poderia desenvolver problemas psicológicos ou comportamentais a partir de uma insegurança gravitacional, a base do distúrbio é obviamente neurológica.

O QUE VOCÊ PODE FAZER PARA AJUDAR:

1. Reconheça que esse é um problema real para a criança e respeite suas reações a diversas situações. Tratar isso como uma fraqueza emocional ou problema de comportamento provavelmente tornará o problema pior.
2. Ajude a criança a se envolver gradativamente em atividades que são ameaçadoras. Por exemplo, se a criança se assusta estando em balanço, experimente primeiro um em que os pés toquem o chão, ou segure-a no colo em um balanço. Inicie com movimento lento e rítmico
3. Propriocepção extra, ou pressão nos músculos e articulações e no tronco às vezes ajudam a criança a se sentir mais segura. Por exemplo, se a criança tem medo enquando sobe escadas, tente segurá-la pelo quadril e aplicar pressão suave. Isso pode fazê-la se sentir mais confiante que quando segura as mãos.
4. Movimento suave, para a frente e para trás, é geralmente mais fácil de ser tolerado que movimento rotatório. Tente mover a criança da forma mais confortável primeiro.
5. Geralmente é muito ameaçador ser virada para trás. Não tente esse tipo de movimento até que a criança esteja pronta para tolerá-lo.
6. Envolver-se em brincadeira e faz de conta durante atividades assustadoras pode ajudar a distrair dos aspectos mais assustadores da situação.
7. Pratique alguns movimentos enquanto a criança fica com os olhos fechados. Isso pode ajudá-la a perceber melhor a posição de seu corpo no espaço .
8. Às vezes, colocar pesos ( por exemplo no pulso ou tornozelo ou uma mochila com pacotinhos de arroz ou feijão) ajuda a criança a se sentir mais segura. Usar uma roupa bem justa, tipo uma camiseta de “espandex” por baixo da roupa também ajuda a criança a se conscientizar mais dela no espaço e diminuir o medo assim como acalmar um pouco.
Converse com a terapeuta para verificar se essas atividades são apropriadas para sua criança e peça mais sugestões.


Para ler mais, clique AQUI

Agora ficou muito claro pra mim, lendo o artigo na íntegra, a gente acha que nossos bebês são tão espertos, que às vezes esquecemos que eles também têm suas limitações, e devemos respeitá-los. Nosso dever é transmitir segurança, aos nosso filhos, quem tá comigo?

Um grande beijo a todos!

Lud e Vic

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