17 de março de 2014

Bisos e Bisas


Assistindo ontem a um quadro do Fantástico, Entre Gerações, me pus a pensar nos meus avós. Atualmente eu posso dizer que só tenho a presença de dois, os paternos.

Meu avô materno Aprígio, faleceu quando eu tinha 7 anos, e por incrível que pareça, eu lembro de cada detalhe dele, de cada frase engraçada, de cada situação que passei com ele, tivemos uma convivência muito boa. É uma pena ele não ter conhecido o Victor ou a Laura, é uma pena os dois não terem escutado em primeira-mão aquela história do "Maria já comeu, já bebeu e já foi dormir", nem sentiu o cheiro de colônia do seu chapéu estilo Panama, não pararem de fazer arte ao escutar o barulho da chave que ele tinha no bolso chacoalhando quando ele estava se aproximando.

Vô Aprigio

Já minha avó materna, Maria, quando o Victor nasceu, já estava num estado avançado do Alzheimer, na ocasião da foto abaixo, ela ainda sabia quem eu era, e chamava o Victor de "o menino da Ludmila", beijava a mãozinha, dizia "Deus abençoe". Mas hoje em dia, infelizmente, ela não me reconhece mais, e não dá muita bola pro Victor, pois a casa da minha tia onde ela mora, vive cheia de crianças e ela não diferencia nem consegue mais lembrar quem é filho de quem. Mas fica a lembrança desse dia na nossa casa, em que ela estava extremamente carinhosa com o Victor, até tendo uns momentos de lucidez, dando dicas de como cuidar dele, como curar umbigo (apesar dele não ter mais o cordão umbilical no pregador rsrs). O que mais me recordo dela quando mais nova é a comida. Ô meu Deus do céu, que comida boa!

Vó Maria


Meus avós paternos são Idalina e Francisco. Os dois vivos e totalmente lúcidos graças a Deus. O Victor não conviveu muito com eles, pois moram em Guarulhos, mas isso vai mudar em dois meses, pois vou morar na mesma rua que eles, ou seja, Victor vai ter que se acostumar com a vó Dalica carinhosamente chamando ele de "seu boxtinha" kkkkkkkkk e vai ter que comer gemada, vitamina de abacate, suco de beterraba e fígado, pois "Esse menino tá muito magro". E também vai triplicar a safadeza quando for na casa do vô Cecico, pois ele é adepto do método "deixe a criança ser livre", ou seja, deixa eles comerem doces, salgadinhos e refrigerante o dia todo, deixa se sujar de lama, brincar na bacia de água e outras coisas que deixam mães de cabelo em pé... Mas é um avôzão mega carinhoso e dedicado. Ele leva e busca meus priminhos (de 5 e 4 anos) na escolinha de carro, e provavelmente levará Vic e Lala também, o carro dele será praticamente uma perua escolar rsrsrs

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Vô Francisco e Vó Idalina

Vó Idalina



É isso, para Victor e Laura, deixo registrado aqui a dica de aproveitar bem a sua vó e o seu vô, pois ele não serão eternos e vão deixar um buraco grande na alma de vocês quando se forem. Com o tempo não dói mais, porém a saudade está sempre ali.

Seus avós


Abraços proceis!

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