1 de março de 2017

Fígaro

Fígaro foi o primeiro animalzinho de estimação das crianças. (Não conto o Bob, nosso cão, porque originalmente ele é do tio Murilo).
Pois bem, acordávamos, chegávamos perto do aquário, e ele já vinha todo feliz abanando as nadadeiras (e antes que achem "nossa, a mãe é louca" pesquisem sobre a inteligência dos bettas), aí dava uma bolinha na mão de cada um deles, que o alimentavam.
Um belo dia, não tão belo.... Mainha chegou perto do aquario (sorte dessa vez eu não ter chamadoeles logo de cara), o peixe estava caído nas pedrinhas do fundo. Pensei que tava dormindo, bati no vidro, nada.
Pensei: "fudeu"
Enfiei a mão no aquário e encostei no rabo dele, tava mole que nem amoeba!
Caraca, e agora? Conto? Compro outro?
Mas eu gostava tanto dele que não tava sabendo lidar com aquilo sozinha! Chamei os dois e falei com a voz mais neutra possivel: "filho, o fígaro foi morar com papai do céu"
Na mesma hora Victor virou pro aquario, foi até lá, bateu no vidro, e começou a gritar comigo "porquê você não trocou a água? Você não limpou ele direito! Porque deixou ele morrer?"
Saiu correndo puto da vida, sentou no sofá e começou a chorar! Não um choro de criança, um choro de frustração que todos nós sentimos diante desse fato irremediável que é a morte....
Eu fui até o Victor, e o consolei dizendo que Fígaro agora estava com Deus, e ele me disse "é mas eu gostava dele vivo aqui na sala"
Como lidar?